Publicado por: Foco na Natureza | 21/05/2016

PARQUE NACIONAL DAS EMAS – GO

ATUALIZAÇÃO: Passeio entre 01 e 04/04/2016

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Mais uma vez nos demos de presente uma estadia completa dentro deste maravilhoso Parque Nacional; graças à permissão do gestor Marcos, conseguimos realizar o sonho de permanecer esses quatro dias imersos em meio à mais bela área de Cerrado tão bem preservada.
Nossa primeira viagem usando nosso motorhome, conseguimos permanecer no interior do Parque, sem ter que sair para qualquer cidade. A área destinada ao camping fica a aproximadamente 2km da portaria, o que nos permite toda sensação de isolamento e contato direto com a natureza. A área com grandes árvores, bem próxima ao rio Formoso, com muita água de uma pureza fenomenal, foi nosso ponto de apoio para podermos percorrer várias estradas do parque, tanto a pé como de carro, apreciando e fotografando paisagens, fauna e flora magníficas.
Apesar de não ser uma época ideal para observação da fauna, tivemos o privilégio de ver o lobo-guará, um pouco distante na estrada para foto, porém o suficiente para guardar na memória. Os pássaros estavam pouco ativos, mas ainda assim conseguimos algumas visualizações e boas fotos.

CLIMA

Neste outono, tivemos dias de céu muito claro, tempo seco e temperaturas bastante altas entre 10 e 16hs; a noite, uma temperatura bem agradável, talvez devido à altitude de 810m. Céu imensamente estrelado, com lua minguante aparecendo no despertar do dia.

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FOTOS

Para ver mais fotos deste passeio, acesse PN das Emas – Abril/2016



 

Passeio entre 01 e 05/11/2012

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LUGAR
Parque Nacional da Emas – GO

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
O Parque Nacional das Emas é um grande representativo do cerrado onde abriga quase todos os tipos de vegetação deste bioma brasileiro. A paisagem se transforma a cada trecho, passando por mata de galeria, mata de interflúvio, campo sujo de cerrado, campo cerrado, cerradão e veredas. Flores de cores fortes contrastando com os vários tons de verdes tingem campos a perder de vista. Nos campos sujos e nas veredas dominam as gramíneas e algumas árvores frutíferas de pequeno porte – lugares excelentes para se observar o gracioso galito (Alectrurus tricolor) e as inúmeras araras canindés (Ara ararauna).
Também podem ser vistos (hoje com menor frequência devido aos recentes grandes incêndios), tamanduá-bandeira, veado-campeiro, lobo-guará, emas (nesta época pode-se ver o macho cuidando de até 30 filhotes) além de uma infinidade de aves e várias outras espécies próprias do cerrado.
O cupinzeiros, de variadas colorações,  dão uma aparência rústica ao lugar, sendo que à noite, após as primeiras chuvas da primavera, tingem os campos de pequenos e inúmeros pontos  de uma cor florescente azul-esverdeada, produzidos pelas larvas de insetos, conhecido como bioluminescência. Um fenômeno belíssimo e quase único no país.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Distante 980km de São Paulo, esta é uma viagem para se fazer em pelo menos 5 dias. De carro, pode-se percorrer mais de 20km de estradas bem conservadas no interior do parque. Com um bom guia é possível reconhecer os tipos de vegetação e encontrar inúmeras espécies de aves. Neste passeio contamos com a paciência e conhecimento de quem vive na região e no parque há mais de 15 anos, o Sr. Edmar (contato através da Associação de Guias de Chapadão do Céu http://www.seta.chapceu.com.br/ tel. (64)  3634-1517). Há poucas referências para hospedagem, sendo que o Hotel Vitor, em Chapadão do Céu, oferece conforto suficiente para um bom descanso no final do dia.
Notamos que, nesta nossa quarta passagem pelo parque, alguns locais importantes estão carecendo de manutenção, como a torre de observação, fechada ao público, e as passarelas no Lago das Capivaras. Aliás, neste lago, de água cristalina, é um recanto para se passar horas somente contemplando a paisagem e ouvindo os sons da mata. Precisa ser melhor cuidado e recuperado com urgência! É uma bênção ainda existir lugares como esse; sabedores das dificuldades financeiras e assistenciais que os parques nacionais passam, seria muito importante a preservação destes lugares.
Saindo dos limites do Parque encontram-se ainda pequenos focos de mata perdidos na imensidão das monoculturas que avançam e devoram cada vez mais as poucas áreas de cerrado. Foi possível avistar e fotografar pássaros quase extintos, como o tiê-bicudo (Rhynchothraupis mesoleuca) e o sempre surpreendente Soldadinho (Antilophia galeata). Vale a pena estender o passeio até o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari: paisagem típica de cerrado, onde nas bordas de um cânion pode-se ver as nascentes deste rio, que é um dos principais formadores do Pantanal.

DATA
De 1 a 5 de Novembro de 2.012.

CLIMA
Neste período já ocorrem pancadas de chuva principalmente à tarde, porém sem atrapalhar o passeio. Durante o dia, temperaturas próximas de 30oC, mas muito agradável à sobra, como é típico do cerrado. As noites foram muito agradáveis, com temperaturas na faixa dos 20o .

COORDENADAS
18o 06′  23″ S      52o 55′ 40″ W

LOCALIZAÇÃO
O Parque faz limites com as cidades de Chapadão do Céu (ao sul) e Mineiros (ao norte), no extremo sudoeste de Goiás.

Pq das Emas - Taquari

ROTEIRO
Pelo menos três dias para visitar o Parque e arredores. O ideal, em épocas de temperaturas mais elevadas é repartir o passeio em dois períodos, saindo bem cedo retornando próximo das 11hs e uma segunda saída depois das 16horas. Reserve um dia para para ficar até escurecer no Parque. Se ainda for a época e as condições climáticas favorecerem a bioluminescência, vale muito ficar até o fechamento do parque, às 22horas.

TRILHAS
Em torno de 20km de estradas bem conservadas no interior do Parque permitem trafegar com veículo próprio e com guia. São estradas bem demarcadas abertas à visitação. Por elas tem-se uma amostra das diversidades de fauna e flora do cerrado. Fora do Parque, o passeio até o Parque Estadual do Rio Taquari é uma indicação. O último trecho em estrada de terra, saindo da rodovia, não tem indicação.

FOTOS
Acesse as imagens: Parque das Emas – GO – 2012   e  Pq das Emas – 2010

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Publicado por: Foco na Natureza | 10/04/2016

BOM JARDIM E S. JOSÉ DO RIO CLARO – MT

Lagoa Azul - Bom Jardim

LUGAR

Bom Jardim – distrito da cidade de Nobres, localizados nas proximidades do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e de Cuiabá – MT.

São José do Rio Claro – município localizado na porção centro-oeste do Estado cerca de 300km ao norte de Cuiabá.

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR

Bom Jardim situa-se nos limites da Serra Azul, ao norte da Chapada dos Guimarães. Muito procurada pelas atividades de ecoturismo, pelas suas características geológicas, seus atrativos são muito semelhantes aos de Bonito – MS. Águas transparentes em meio à uma vegetação bem preservada, está tornando um ponto de referência turística na região.

São José do Rio Claro – abriga as nascentes de alguns dos mais importantes rios do Mato Grosso. Entre eles está o Claro, com margens preservadas que servem de cenário para pousadas e hotéis. Já o rio Arinos guarda em sua extensão diversas ilhas, lagoas e histórias de antigos seringueiros.

Roteiro Bom Jardim - Jardim da Amazônia

COMENTÁRIOS DA VIAGEM

Bom Jardim: Tudo começou quando decidimos fazer nossa viagem para Alta Floresta de carro em agosto de 2015. Como o caminho é longo, procuramos aproveitar o roteiro para conhecer nossas paradas. Já estávamos pensando em parar em Nobres, quando ficamos sabendo que em um sítio nas proximidades havia um ninho de gavião-de-penhacho. Bastou este motivo para definir nossa primeira parada. Grata surpresa! Passamos um dia especial no Sítio São José – Cerquinha, quando fomos recebidos pela delicada e sensível Dna. Maria Alice e Sr. Silvio, que nos ofereceu uma bandeja de pãezinhos-de queijo saindo do forno. Daí, fomos percorrer uma das trilhas internas do sítio à procura do ninho. Em todo percurso, vários pássaros pelo caminho, com a companhia adorável deles sempre nos mostrando detalhes da natureza. Passamos quase o dia inteiro e já no final da tarde, o filhote se apresentou. Foi muita emoção não só pela possibilidade de fotografar este belo pássaro, mas muito mais por ter encontrado pessoas tão especiais. Dia que jamais esqueceremos.

Gavião-de-penacho / Ornate Hawk-eagle / Spizaetus ornatus

Nas conversas de final de tarde, ficamos sabendo de mais um lugar para bons passeios: a Pousada Jardim da Amazônia . Seguimos em frente, 150km rumo norte no município de São José do Rio Claro, em busca de mais aventuras. Outra boa descoberta: paisagem diversa, bioma misto de Cerrado e Amazônia. Tanto que conseguimos fotografar o tão raro Tiê-bicudo, com habitat bem defino em áreas de Cerrado, e o Anambé-pombo, típico de áreas de Floresta Amazônica. Um lugar recomendável não só pela variedade de espécies de pássaros como também pela beleza dos passeios.

 Tiê-bicudo/Cone-billed Tanager/Conothraupis mesoleuca

Anambé-pombo/Bare-necked Fruitcrow/Gymnoderus foetidus

DATA

De 30 de agosto a 2 de setembro de 2015

CLIMA E BIOMA

Em agosto e início de setembro o calor e o tempo extremamente seco fazem com as temperaturas sejam bem elevadas. É uma época de espera das chuvas no Cerrado.
Paisagem tipicamente de Cerrado, com transição e manchas características da Amazônia.

COORDENADAS
Bom Jardim:   14o 33′  00″ S      55o 52′ 10″ W  (elevação ~260m)
Pousada J. da Amazônia:  13o 30′  00″ S      56o 38′ 10″ W  (elevação ~340m)

FOTOS

Para ver mais fotos deste passeio acesse o link: Bom Jardim  (Nobres) – MT


Publicado por: Foco na Natureza | 05/01/2016

MORRETES –PR

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CARACTERÍSTICAS DO LUGAR

Morretes é uma pequena cidade do Paraná, que possui vários encantos naturais. Muito além de ser a cidade do Barreado (prato típico da região), como é mais conhecida, está cercada de diferentes formações naturais, o que lhe confere um grande atrativo para quem curte estar imerso na natureza. Aos pés da Serra do Mar, está cercada por rios, cachoeiras, vegetação abundante de mata atlântica, montanhas, praias e restingas. Enfim, uma grande região a ser explorada e visitada com mais frequência para se poder conhecer mais de suas belas paisagens.

Chegando pela Estrada da Graciosa, que já é um passeio, pode-se optar por conhecer a cidade histórica, fazer um passeio pelo rio Nhundiaquara ou simplesmente desbravar a natureza, que é sempre o nosso foco. E assim foi feito.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Escolhemos inicialmente ficar em uma  pousada distante do centro e tivemos a grata surpresa de ficar na Pousada Graciosa, onde fomos carinhosamente recebidos pela Nil e Miriam. Muito conforto, gentilezas e delicadezas que poucas pousadas oferecem, além das deliciosas pizzas artesanais e das cervejas Porto de Cima, fabricadas pelo próprio dono da pousada. Inserida em uma área de jardins, ao lado de sua própria RPPN, tem-se em volta dos chalés um belo jardim, com muitas árvores nativas, o que atrai uma grande quantidade de pássaros, deixando assim um ambiente extremamente acolhedor.

Depois de tão bem instalados, e com o foco na observação de aves, encontramos o excelente guia Luciano Breves, através de indicações da pousada e de seu site www.ornithos.com.br. Foram dois dias de boas explorações e surpresas pela região. Além de conseguir observar e fotografar algumas novas e outras já conhecidas espécies de aves (aproximadamente 60 espécies), também conhecemos novas paisagens da região, que sem um bom guia poderia ter passado desapercebido. Com o intuito de observar os pássaros da região, acabamos conhecendo com  mais detalhes a baía de Antonina, os pirizais do Rio Nhundiaquara, a estação de trem Engenheiro Lange no Caminho de Itupava, estradinhas e trilhas pela área rural. Enfim, foram vários novos caminhos  sempre acompanhados de belas paisagens,  principalmente do Morro Marumbi.

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Devemos ressaltar um acontecimento a parte: no Caminho de Itupava tivemos a grande felicidade de encontrar um casal, Sr. Carlito e Sra. Cecília, moradores de um pequeno sítio às margens da estrada, que são verdadeiros “encantadores de pássaros”. Beija-flores e saíras se alimentam na janela, em suas mãos, de onde eles nos receberam com muito carinho.  O interior da casa é passagem para os beija-flores. Pequeno  espaço físico, porém imenso em sensibilidade e amor que emanam destas pessoas. Perde-se a noção do tempo em meio aos voos e pousos destes anjos alados.

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DATA
Este passeio aconteceu entre os dias 1 e 4 de agosto de 2015.

CLIMA
Nestes dias, o clima estava bem ameno, com céu azul na maior parte do tempo e temperatura durante o dia por volta dos 26oC, mas refrescando bem ao anoitecer.

COORDENADAS
Coordenadas do Município de Morretres:  25o 28′ 37” S  48o 50′ 04” W

FOTOS
Acesse as imagens em: Fotos – Morretes/PR

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Publicado por: Foco na Natureza | 25/07/2015

POUSADA DA TERRA – SERRA DA BOCAINA

 
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ATUALIZAÇÃO – PASSEIOS EM 2015 
Depois de um alguns anos sem ir pelos lados da Serra da Bocaina, retornamos este ano nos feriados de 25 de janeiro e 9 de julho. São 15 anos de passeios neste lugar que “descobrimos” no ano 2.000 e que, acompanhado em várias idas à esta pousada, podemos vivenciar como a natureza tem a capacidade se se recuperar quando encontra pessoas que se dispõe a deixá-la em seu estado natural.

Encontramos Bruno e Lili, agora com a Branca já uma linda mocinha, demonstrando todo  amor, carinho e dedicação à uma área de belíssimas paisagens, com áreas quase intocadas nestes 15 anos.
Nesta nossa última estadia, com dias de céu muito azul e um friozinho típico de 1.200m de altitude, todos os dias, às 8:00hs da manhã, os pássaros literalmente faziam filas nos comedouros. Dezenas de sanhaçus-de- encontro-azul, saíras-amarela, canarinhos, japus, tecelões, sabiás, beija-flores e até um casal de peito-pinhão, em bandos, já aguardam a chegada do Bruno para abastecer os comedouros. Um espetáculo!!!
Saindo pelas trilhas ou mesmo próximo aos chalés, foi possível fotografar várias espécies de aves, além de receber a visita na árvore ao lado da janela de um bando de jacus e do maravilhoso tangará.

O silêncio verdadeiro de uma região pouco habitada, podendo ouvir todos os sons da natureza, ao visual impecável da Mata Atlântica, o contato forte com a natureza é complementado pelo aconchego no chalé, boa comida e excelente seleção musical. Em todas nossas idas sempre volto com uma lista de novidades do jazz,pois o Bruno é realmente um grande conhecedor .
Mais uma vez, continuamos indicando este refúgio à todos que amam um passeio pela natureza.
Fotos que por si só complementam este relato em: Pousada da Terra – Serra da Bocaina

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PASSEIOS ENTRE 2.000 E 2.010

Serra da Bocaina. Clique para ampliar. Foto: Foco na Natureza - Todos os direitos reservados

CARACTERÍSITCAS DO LUGAR
Pousada situada em um dos lugares mais reservados da Serra da Bocaina. Possui trilhas belíssimas com cachoeiras, flores e pássaros das mais variadas espécies.

As trilhas dentro da pousada são suficientes para um passeio de três a quatro dias, sendo que a Cachoeira do Bracuí é imperdível. Em dia de sol e céu aberto, principalmente no outono/inverno, tem-se uma vista de tirar o fôlego.

Trilhas, como a que chamamos de "trilha dos dinossauros", apresentam uma vegetação densa, representação máxima da Mata Atlântica. Além das trilhas dentro da área da pousada, tem-se inúmeras alternativas por estradas (4×4) na região com várias cachoeiras. Passeio imperdível.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Além dos passeios pelas trilhas, esta pousada tem um diferencial a parte: o Bruno, dono da pousada, tem um conhecimento de música que jamais vi igual. As seleções musicais que ele apresenta na Taberna é para admirar. Muito jazz e instrumental brasileiro. Com suas dicas, hoje tenho uma coleção de grandes álbuns e nomes musicais que jamais imaginaria existirem. Qualidade máxima.

DATA
Quase todos os anos, desde o ano 2.000.

CLIMA
Por estar a 1.400m de altitude e quase no espigão da Serra do Mar, sofre muita influência das variações de tempo vindas do litoral. No outono e inverno os dias são mais claros, com menor nebulosidade; uma neblina logo após o almoço, entrando pelo vale do Bracuí, é quase constante. A noite, um friozinho de montanha. No verão, sujeito a chuvas regulares, como é próprio de área de floresta de montanha.

COORDENADAS
22 51′ 20" S  44 26’51" W

LOCAL
Localiza-se na parte alta da Serra da Bocaina, a 1.400m de altitude, distante 32km de Bananal – SP, com acesso por estrada SP mista asfalto (subida da serra) e terra, normalmente em boas condiçõesÉ possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem..

ROTEIRO
Ver site da Pousada da  Terra: www.serradabocaina.com.br

TRILHAS
Para fazer o download gratuito do GPS Track Maker, clique aqui
Baixe roteiro para as trilhas pela Pousada da Terra – Serra da Bocaina

FOTOS
Acesse as imagens da
Pousada da Terra – Serra da Bocaina no Flickr do Foco na Natureza.

Serra da Bocaina. Clique para ampliar. Foto: Foco na Natureza - Todos os direitos reservadosSerra da Bocaina. Clique para ampliar. Foto: Foco na Natureza - Todos os direitos reservadosSerra da Bocaina. Clique para ampliar. Foto: Foco na Natureza - Todos os direitos reservadosSerra da Bocaina. Clique para ampliar. Foto: Foco na Natureza - Todos os direitos reservados 

HOSPEDAGEM
Pousada muito charmosa, com várias  opções de acomodação. Elegemos o bangalô nossa "casa de campo", pois fica mais distante da Taberna (refeições e encontros) e mais próximo das trilhas

GUIA
Não é necessário guia para as trilhas.

SITE
http://www.pdterra.com.br/

Publicado por: Foco na Natureza | 01/03/2015

PANTANAL E SERRA DA BODOQUENA (out/2014) – MS

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LUGAR

Pantanal Sul (Pousada Refúgio da Ilha)  e Serra da Bodoquena – MS

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Situada no sudoeste do estado do Mato Grosso do Sul, esta região compreende vários pontos de beleza natural onde se pode passar desde as áreas baixas e alagadas do Pantanal, como os belos caminhos pela Serra da Bodoquena, onde estão localizados o Parque Nacional da Serra da Bodoquena e a cidade de Bonito. Nesta parte, a paisagem se mistura entre Cerrado e Mata Atlântica – esta a maior área contínua ainda preservada no estado do Mato Grosso do Sul.
Paisagens, fauna e flora espetaculares que vale uma visita em todas as estações do ano.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Escolhemos fazer este passeio em setembro, no final do período de seca, época em que os animais estão mais ativos e a paisagem começa a se alterar com o início das chuvas. Época dos ipês amarelos e para-tudo, tingindo a paisagem com sua florada amarelo-ouro. Foi assim que decidimos fazer o roteiro Pantanal (Pousada Refúgio da ilha), Serra da Bodoquena e Bonito.
Nestes dias espetaculares, contamos com o apoio de nossos amigos-guias Manoela Bernardy (manoelabernardy@gmail.com) e Victor do Nascimento, que antes de perfeito na guiagem pelo mundo do pássaros, são pessoas especiais que queremos ter oportunidade de conviver para sempre.
Iniciamos nosso roteiro passando os dois dias inicias na Pousada Refúgio da Ilha, que já conhecemos no outono de 2011. Agora final do inverno, desde a paisagem até os animais se apresentaram de forma diferente. Foram observadas somente na área da pousada, e com a ajuda primorosa da Manoela,  122 espécies e aves, além de ariranhas, lontras, veados, capivaras e catetos. Passeamos por trilhas entre as matas de cerrado, navegamos pelo cristalino Rio Salobrinha, chegando até a Baía Negra, de onde se tem ao fundo os contornos da Serra da Bodoquena.

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Depois de dois dias espetaculares, seguimos em direção à Serra da Bodoquena, onde nos encontramos com o Victor, para então começar a explorar os caminhos que adentram pela Serra da Bodoquena ( o Parque Nacional da Serra da Bodoquena não estava aberto para visitação, então passamos pelas estradas permitidas). Foram aí mais 75 novas espécies de aves em dois dias de grandes caminhadas. Verdadeiro paraíso que está sendo protegido e merece ser mais bem explorado. Beleza cênica, mistura de Cerrado e Mata Atlântica em todo seu esplendor!

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Para finalizar, passamos os últimos dias em Bonito, para percorrer com muita tranquilidade o Buraco das Araras. Já havíamos visitado este lugar em 2000, quando ainda era muito rústico. Agora com uma estrutura turística bem controlada, permitiu que fizéssemos um percurso pelo entorno da dolina nas primeiras horas do dia, onde além do show do voo das araras vermelhas também conseguimos avistar várias outras espécies de aves. Além é claro de poder curtir a tranquilidade do lugar antes da chegada da turma de turistas.

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Bem, nem preciso dizer que foram dias preciosos em nossas vidas, que além das belezas da natureza ainda fomos premiados com a grande companhia de pessoas maravilhosas que são a Manoela e o Victor. Somos muito gratos por terem nos acompanhado nestes dias.

DATA
Este passeio aconteceu no final do inverno, entre 6 a  12 de setembro de 2014.

CLIMA
Final de inverno bem seco e temperaturas bastante elevadas. Algumas pancadas de chuva vieram para refrescar, mas sem atrapalhar nossos passeios.

COORDENADAS
Pantanal Sul – Pousada Refúgio da ilha:  20o 13′ 37” S  56o 34′ 35” W

Serra da Bodoquena:  21o 16′ 00” S  56o 42′ 00” W

FOTOS
Acesse as imagens em: Pantanal Sul – Refúgio da Ilha 2014  e Serra da Bodoquena

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Publicado por: Foco na Natureza | 08/07/2014

RESERVA NATURAL VALE–ES

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LUGAR
Reserva Natural Vale (RNV) – Sooretama/ES

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Localizada na região nordeste do estado do Espírito Santo, a Reserva Natural Vale (RNV) é uma das maiores áreas protegidas de Mata Atlântica  de Tabuleiro. Com cerca de 23 mil hectares está localizada em Sooretama, próximo de Linhares. Desde que foi adquirida pela Vale, nos anos 50, segundo o site Reserva Natural Vale , já foram catalogadas mais de 2.800 espécies vegetais, cerca de 1.500 espécies de insetos, mais de 110 de mamíferos, além de 380 aves, o que corresponde a cerca de 20% das espécies de aves registradas em todo o país.
Formada basicamente por floresta de tabuleiro, apresenta muitas características semelhantes à região amazônica: muito plana, árvores de grande porte e curiosamente, aves com ocorrência nestas duas regiões tão distantes. São alguns quilômetros de trilhas muito bem cuidadas , que podem ser percorridas de carro acompanhado de guia credenciado; as áreas são em sua maioria formada por floresta de grandes árvores, mas em alguns pontos tem-se outras formações, como alagados e nativos – formação muito interessante em formato circular onde a vegetação se altera completamente da mata ao redor, muito baixa como se fosse uma restinga interna. Em qualquer lugar é só prestar atenção e aguardar alguns instantes que os animais se aproximam: antas, veados campeiros, guaxinins, macacos prego, além de uma infinidade de espécies de aves muito coloridas. A Reserva se liga à outras áreas importantes de preservação, como a Reserva Biológica de Sooretama, Reservas Biológicas da Fíbria e  da Fazenda Cupido, que ajudam a compor um corredor ambiental. Um verdadeiro paraíso preservado para o futuro da natureza.

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COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Distante 1.100 km de São Paulo, passando por estradas ora recuperadas, ora precisando  de obras ou em obras, é possível chegar um um dia de São Paulo a Sooretama, mas com bastante cuidado e paciência. Antes de tudo, entramos em contato com o fotógrafo de natureza da região  Gustavo Magnago, que muito gentilmente nos deu várias dicas do passeio e nos indicou o biólogo Tomás Capdeville para nos acompanhar nos três dias que passamos na Reserva. Foram dias de muito aprendizado não só sobre as aves, que o Tomás conhece bem e com conceitos de ornitologia, mas também sobre as formações naturais da região.
Saindo bem cedinho, ainda na área de hospedaria, vários animais nos brindaram com suas presenças ao redor dos muitos pés de palmeiras-juçaras carregadas com seus frutos arroxeados: tiriba-de orelha-branca, curicas, japus e muitas outras aves. No gramado, uma anta muito saudável “desfilou” na nossa frente. Presentes da natureza! Já dentro da mata, percorrendo uma das muitas trilhas internas, aves de várias espécies. Curiosamente para nós, algumas delas avistadas e fotografadas, confirmamos através dos guias de campo que ocorrem predominantemente na Amazônia e restritas a esta região norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Para nós, leigos no assunto, mas muito curiosos, um fenômeno de difícil explicação.
Uma das coisas que vale muito a viagem é ficar na hospedaria dentro da Reserva, que deve ser reservada com antecedência: muito confortável e bem cuidada, com todas as refeições de qualidade, é realmente um lugar fora do padrão. Excelente custo-benefício, qualidade que pouco se encontra em lugares longe dos polos metropolitanos no país.
Fora da Reserva, fomos conhecer também a Reserva Biológica da Fazenda Cupido. Interessante por ser uma fazenda de plantação de cacau consorciado com seringueira, de manejo sustentável, conserva uma boa área de reserva biológica, com uma trilha em meio à mata primária, com árvores gigantescas e um sub-bosque limpo. Muito interessante esta formação de tabuleiro que, mesmo sendo de Mata Atlântica, mais se assemelha à floresta Amazônica. Passa-se bem meio dia percorrendo esta trilha, muito bem cuidada e com probabilidade de avistar várias aves, além do especial pica-pau-amarelo muito difícil de fotografar por ficar somente nas copas das enormes árvores,  mas valeu muito observá-los. Nesta Reserva o Mutum-do bico-vermelho, endêmico,  passeia entre os pés de cacau.

Foram três dias perfeitos junto à natureza; seguimos então para o Monumento Natural dos Pontões Capixabas, em Pancas. Fantástica formação geológica em Pancas. Mas aí já é outra história…

DATA
De 10 a 13 de maio de 2014

CLIMA
Temperaturas na faixa dos  25o C durante o dia, mantend0-se quase constante à noite. Muito agradável, mesmo estando quase ao nível do mar (altitude em torno de 50m).

COORDENADAS
19o 09′  04″ S      40o 04′ 42″ W

Na imagem abaixo, a localização da área da Reserva Natural da Vale e áreas de preservação adjacentes, como a Reserva Ecológica de Sooretama.

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FOTOS
Para ver mais fotos deste passeio acesse as imagens em: Reserva Natural Vale

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Publicado por: Foco na Natureza | 21/04/2014

ECO-POUSADA RIO DOS TOUROS – URUPEMA – SC

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LUGAR
Eco-Pousada Rio dos Touros – Urupema/SC

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Localizada na região central de Santa Catarina, a 6km da cidade de Urupema, a pousada é um ponto especial para a observação de pássaros. Muito atrativa no inverno, onde a neve é a principal atividade para turistas, requer mais atenção fora desta estação, principalmente no outono, quando acontece o Festival do Papagaio-charão, o que requer mais detalhes. Região muito arborizada, com concentrações de Araucárias, forma um cenário típico das Serras Catarinenses: belas paisagens, um friozinho gostoso para observar um lindo por do sol, tomar um vinho e acender a lareira, porque já no início da noite a temperatura começa a cair. Abre-se então um céu cheio de estrelas, depois de ser bem azul durante o dia, típico de outono.

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FESTIVAL DO PAPAGAIO-CHARÃO

O  nome “festival” é muito apropriado pelo que se vê: sobre a pousada e região chegam a passar dezenas de grandes bandos, principalmente no início da manhã e final da tarde, destes papagaios que são um exemplo de recuperação da natureza. Nesta época ocorre a migração em busca dos frutos da Araucária, seu principal alimento. “Há 20 anos existiam apenas cinco mil aves, mas um projeto especial de combate ao tráfico, preservação de Araucárias e trabalhos para conservar as aves geraram bandos que registram atualmente em torno de 25 mil aves”, segundo relatado pelo Fernando e Rose, proprietários da pousada e um dos realizadores do Festival. Vale a pena conferir.

O festival reúne vários especialistas como biólogos, ornitólogos, fotógrafos de natureza e mais uma questão importante: educação ambiental para crianças, realizadas pelos nossos amigos Renato e Gabriela, da RPPN Reserva Rio das Furnas,  com a Roda de Passarinhos.

Além do Papagaio-charão, também será dado enfoque ao papagaio-do-peito roxo, espécie em perigo de extinção. “Existem cerca de 2.500 aves na natureza, sendo que a faixa de ocorrência é entre a Bahia e o Rio Grande do Sul. De qualquer forma, os maiores bandos, com cerca de 200 aves, são encontradas na Serra Catarinense, segundo informações de especialistas locais.

Duas belíssimas espécies de aves que estão fazendo de uma região, mais que atrativos turísticos, foco em conservação e recuperação da natureza, mostrando que é possível gerar uma atividade econômica rentável sem destruir seus recursos naturais.

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COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Distante 845km de São Paulo, por caminhos que já são um passeio considerando a paisagem. Fomos carinhosamente recebidos pelo Fernando, Rose e o pequeno Guilherme da  Eco-pousada Rio dos Touros com um delicioso café com biscoitinhos da região. Foi então que ficamos a par dos detalhes dos papagaios e diversas aves que podem ser observadas na região. No final da noite, encontramos com nossos amigos Renato e Gabriela, da Reserva Rio das Furnas, para mais um encontro de amizade e aprendizados.

Deste encontro, somados ao acompanhamento do Fernando, percorremos alguns caminhos da região, como o Morro do Combate e a Bossoroca, dois pontos especiais para observar e fotografar algumas espécies  de aves da região, além dos bandos dos papagaios charão e do peito-roxo. Fernando foi de uma dedicação extrema, sempre de muito bom humor e com um ouvido de fazer inveja.
Levantando cedinho, após um delicioso café da manhã, saímos para os passeios, retornando para um delicioso almoço regional feito pela Rose. Depois de um gostoso descanso no confortável chalé, saídas para mais caminhadas em busca de belas fotos.

Um acontecimento muito interessante foi o encontro com Adilson Marques e esposa, que sem nos conhecer pessoalmente até então, sempre acompanhou nossas postagens neste blog.

DATA
De 11 a 14 de abril de 2014

CLIMA
Temperaturas na faixa dos  25o C durante o dia, caindo rapidamente a noite para chegar na madrugada em torno de 0o C, nesta época de outono. No dia da chegada, muita chuva no período da manhã, abrindo o sol logo após o almoço, para permanecer sempre aberto até nosso último dia.

COORDENADAS
27o 57′  06″ S      49o 56′ 48″ W

Na imagem abaixo, a localização da pousada e os pontos de visitação – Morro do Combate e Bossoroca, próximos à cidade de Urupema.

Urupema

FOTOS
Para ver mais fotos deste passeio acesse as imagens em: Urupema

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Publicado por: Foco na Natureza | 23/02/2014

PARQUE ESTADUAL TERRA RONCA–GO

Parque Estadual Terra Ronca – GO

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O Parque Estadual Terra Ronca situa-se a nordeste do estado de Goiás, nas bordas da Serra Geral, divisa com a Bahia. Exemplo mais rico do Cerrado brasileiro, abrange uma área considerável de mata preservada, com pequenas comunidades ou  sítios, estes em vias de desapropriação, mas com pouca interferência na natureza. Aliás, a baixa densidade populacional e a distância das grandes cidades ainda fazem com que as pessoas locais utilizem recursos próprios para viver em paz com a natureza.

O Parque, de relevo cárstico, abriga um dos conjuntos de cavernas mais importantes da América do Sul; estima-se que sejam em torno de 300, contudo este conjunto não é totalmente conhecido. Segundo as informações do guia local, são 11 as cavernas que estão abertas à visitação. Cachoeiras e rios de águas cristalinas, veredas, grutas, dolinas e paredões de arenito compõem a beleza geológica que abrigam fauna e flora deste ambiente rústico, complementado por espécies do Cerrado, algumas ameaçadas de extinção. As  veredas merecem uma visita especial, onde o silêncio se une aos contrastes de variações de verdes que formam este conjunto tão enigmático e belo. Uma paisagem indescritível!

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COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Há dez anos fizemos uma viagem por estes lados quando fomos conhecer as maravilhosas cavernas. Belíssimas! Algumas bem fáceis de percorrer, outras nem tanto, mas todo esforço compensa. Desta vez, reservamos uma semana para conhecer melhor a paisagem externa, flora e fauna, especialmente os pássaros. Havíamos lido sobre um pássaro endêmico, a Tiriba-de-pfrimer (Pyrrhura pfrimeri),  tomamos isso como objetivo (na verdade, somente uma desculpa para percorrer todo Parque). Sua localização é bem restrita, do sul do Tocantins até a área do Parque; nesta época ficam mais escondidas próximas aos paredões de arenito, mas na época de floração um capim na beira da estrada, chegam a descer em bandos para se alimentar (entre abril e maio.)

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Com o guia mais conhecido da região, Sr. Ramiro, iniciamos nosso passeio pela trilha que leva até o topo da boca da caverna Terra Ronca I. Trilha de fácil acesso, por dentro da mata típica do cerrado de parte alta, muito verde nesta época do ano e sombreada. Ao chegar ao topo, tem-se uma vista espetacular da boca da caverna e seus paredões vistos de cima, além da extensa área de Cerrado até chegar na borda da Serra Geral, com seus paredões avermelhados de arenito. Para completar este espetáculo, bem na nossa frente, uma pequena família da Tiriba-de-pfrimer se alimentando. Predemos a respiração e o conseguimos algumas fotos. Foi o melhor início de viagem com este presente da natureza.

Na sequência, visitas à várias veredas  espalhadas por todo o Parque: “são caracterizadas por uma topografia amena e úmida, mantendo parte da umidade em estratos de solo superficial e garantindo a umidade mesmo em períodos de seca, tornando-se um refúgio da fauna e flora, assim como local de abastecimento hídrico para os animais. Recebem este nome por serem caminho para a fauna”. Uma das paisagens brasileiras mais belas do Brasil. Na apreciação do silêncio desta paisagem, somente o som das folhas dos Buritis ao vento, completado com os cantos das araras e periquitos, além de várias outras espécies, que se  abrigam neste paraíso.
Para completar, passeando por uma estradinha em meio ao Cerrado, a caminho de mais uma vereda, recebemos outro grande presente: pousado em um galho baixo, um Urubu-rei (Sarcoramphus papa). Nunca havíamos visto tão próximo; ficamos observando e fotografando por cerca de 15 minutos, quando conseguimos ver todos os detalhes coloridos de sua cabeça e a brancura esplêndida de suas penas. Podem achar estranho por ser um urubu, mas é um dos pássaros mais impressionantes da nossa fauna.

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Vários passeios podem ser feitos nesta região. Saindo próximo à Vila de São João, uma estrada de mais de três quilômetros leva a conhecer toda paisagem, principalmente quando se chega à parte mais elevada e, subindo em uma torre de observação, vê-se o Parque em vasta extensão. Por do sol em um horizonte muito verde a perder de vista de um lado e as encostas da Serra Geral no lado oposto: de tirar o fôlego.

Com certeza, uma área nobre do Brasil que precisa continuar sendo preservada e visitada muito mais vezes. Somente um ponto preocupante: em uma vista aérea, pode-se notar o avanço da agricultura no topo da Serra, pelo lado da Bahia, podendo-se de-se ouvir o ruído dos motores dos aviões pulverizando as plantações de soja ao longe.

Saindo do Parque, fomos em direção à Cavalcante, na encosta do Parque Nacional dos Veadeiros. Mas aí é outra história…

DATA
De 15 a 20 de fevereiro de 2014

CLIMA
Este ano o clima foi bem atípico, com tempo muito seco em janeiro e início de fevereiro. Começou a chover dias antes de nossa chegada, continuando com chuvas esporádicas nos dias que estivemos por lá. Temperaturas na faixa dos  20 a 35ºC e céu sempre com algumas nuvens.

COORDENADAS
13  38′  52″ S      46  24′ 02″ W
Nas imagens abaixo, uma visão geral saindo de Brasília, indo até Guarani de Goiás; daí por terra, cruza-se o Parque; saindo por São Domingos, por terra, chega-se em Cavalcante, Alto Paraíso e Brasília. Ao todo, partindo de São Paulo, foram 3.260km. Viagem para pelo menos uma semana.

FOTOS
Para ver mais fotos deste passeio acesse as imagens em: PE Terra Ronca

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