Publicado por: Foco na Natureza | 21/04/2014

ECO-POUSADA RIO DOS TOUROS – URUPEMA – SC

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LUGAR
Eco-Pousada Rio dos Touros – Urupema/SC

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Localizada na região central de Santa Catarina, a 6km da cidade de Urupema, a pousada é um ponto especial para a observação de pássaros. Muito atrativa no inverno, onde a neve é a principal atividade para turistas, requer mais atenção fora desta estação, principalmente no outono, quando acontece o Festival do Papagaio-charão, o que requer mais detalhes. Região muito arborizada, com concentrações de Araucárias, forma um cenário típico das Serras Catarinenses: belas paisagens, um friozinho gostoso para observar um lindo por do sol, tomar um vinho e acender a lareira, porque já no início da noite a temperatura começa a cair. Abre-se então um céu cheio de estrelas, depois de ser bem azul durante o dia, típico de outono.

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FESTIVAL DO PAPAGAIO-CHARÃO

O  nome “festival” é muito apropriado pelo que se vê: sobre a pousada e região chegam a passar dezenas de grandes bandos, principalmente no início da manhã e final da tarde, destes papagaios que são um exemplo de recuperação da natureza. Nesta época ocorre a migração em busca dos frutos da Araucária, seu principal alimento. “Há 20 anos existiam apenas cinco mil aves, mas um projeto especial de combate ao tráfico, preservação de Araucárias e trabalhos para conservar as aves geraram bandos que registram atualmente em torno de 25 mil aves”, segundo relatado pelo Fernando e Rose, proprietários da pousada e um dos realizadores do Festival. Vale a pena conferir.

O festival reúne vários especialistas como biólogos, ornitólogos, fotógrafos de natureza e mais uma questão importante: educação ambiental para crianças, realizadas pelos nossos amigos Renato e Gabriela, da RPPN Reserva Rio das Furnas,  com a Roda de Passarinhos.

Além do Papagaio-charão, também será dado enfoque ao papagaio-do-peito roxo, espécie em perigo de extinção. “Existem cerca de 2.500 aves na natureza, sendo que a faixa de ocorrência é entre a Bahia e o Rio Grande do Sul. De qualquer forma, os maiores bandos, com cerca de 200 aves, são encontradas na Serra Catarinense, segundo informações de especialistas locais.

Duas belíssimas espécies de aves que estão fazendo de uma região, mais que atrativos turísticos, foco em conservação e recuperação da natureza, mostrando que é possível gerar uma atividade econômica rentável sem destruir seus recursos naturais.

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COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Distante 845km de São Paulo, por caminhos que já são um passeio considerando a paisagem. Fomos carinhosamente recebidos pelo Fernando, Rose e o pequeno Guilherme da  Eco-pousada Rio dos Touros com um delicioso café com biscoitinhos da região. Foi então que ficamos a par dos detalhes dos papagaios e diversas aves que podem ser observadas na região. No final da noite, encontramos com nossos amigos Renato e Gabriela, da Reserva Rio das Furnas, para mais um encontro de amizade e aprendizados.

Deste encontro, somados ao acompanhamento do Fernando, percorremos alguns caminhos da região, como o Morro do Combate e a Bossoroca, dois pontos especiais para observar e fotografar algumas espécies  de aves da região, além dos bandos dos papagaios charão e do peito-roxo. Fernando foi de uma dedicação extrema, sempre de muito bom humor e com um ouvido de fazer inveja.
Levantando cedinho, após um delicioso café da manhã, saímos para os passeios, retornando para um delicioso almoço regional feito pela Rose. Depois de um gostoso descanso no confortável chalé, saídas para mais caminhadas em busca de belas fotos.

Um acontecimento muito interessante foi o encontro com Adilson Marques e esposa, que sem nos conhecer pessoalmente até então, sempre acompanhou nossas postagens neste blog.

DATA
De 11 a 14 de abril de 2014

CLIMA
Temperaturas na faixa dos  25o C durante o dia, caindo rapidamente a noite para chegar na madrugada em torno de 0o C, nesta época de outono. No dia da chegada, muita chuva no período da manhã, abrindo o sol logo após o almoço, para permanecer sempre aberto até nosso último dia.

COORDENADAS
27o 57′  06″ S      49o 56′ 48″ W

Na imagem abaixo, a localização da pousada e os pontos de visitação – Morro do Combate e Bossoroca, próximos à cidade de Urupema.

Urupema

FOTOS
Para ver mais fotos deste passeio acesse as imagens em: Urupema

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Publicado por: Foco na Natureza | 23/02/2014

PARQUE ESTADUAL TERRA RONCA–GO

Parque Estadual Terra Ronca – GO

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O Parque Estadual Terra Ronca situa-se a nordeste do estado de Goiás, nas bordas da Serra Geral, divisa com a Bahia. Exemplo mais rico do Cerrado brasileiro, abrange uma área considerável de mata preservada, com pequenas comunidades ou  sítios, estes em vias de desapropriação, mas com pouca interferência na natureza. Aliás, a baixa densidade populacional e a distância das grandes cidades ainda fazem com que as pessoas locais utilizem recursos próprios para viver em paz com a natureza.

O Parque, de relevo cárstico, abriga um dos conjuntos de cavernas mais importantes da América do Sul; estima-se que sejam em torno de 300, contudo este conjunto não é totalmente conhecido. Segundo as informações do guia local, são 11 as cavernas que estão abertas à visitação. Cachoeiras e rios de águas cristalinas, veredas, grutas, dolinas e paredões de arenito compõem a beleza geológica que abrigam fauna e flora deste ambiente rústico, complementado por espécies do Cerrado, algumas ameaçadas de extinção. As  veredas merecem uma visita especial, onde o silêncio se une aos contrastes de variações de verdes que formam este conjunto tão enigmático e belo. Uma paisagem indescritível!

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COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Há dez anos fizemos uma viagem por estes lados quando fomos conhecer as maravilhosas cavernas. Belíssimas! Algumas bem fáceis de percorrer, outras nem tanto, mas todo esforço compensa. Desta vez, reservamos uma semana para conhecer melhor a paisagem externa, flora e fauna, especialmente os pássaros. Havíamos lido sobre um pássaro endêmico, a Tiriba-de-pfrimer (Pyrrhura pfrimeri),  tomamos isso como objetivo (na verdade, somente uma desculpa para percorrer todo Parque). Sua localização é bem restrita, do sul do Tocantins até a área do Parque; nesta época ficam mais escondidas próximas aos paredões de arenito, mas na época de floração um capim na beira da estrada, chegam a descer em bandos para se alimentar (entre abril e maio.)

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Com o guia mais conhecido da região, Sr. Ramiro, iniciamos nosso passeio pela trilha que leva até o topo da boca da caverna Terra Ronca I. Trilha de fácil acesso, por dentro da mata típica do cerrado de parte alta, muito verde nesta época do ano e sombreada. Ao chegar ao topo, tem-se uma vista espetacular da boca da caverna e seus paredões vistos de cima, além da extensa área de Cerrado até chegar na borda da Serra Geral, com seus paredões avermelhados de arenito. Para completar este espetáculo, bem na nossa frente, uma pequena família da Tiriba-de-pfrimer se alimentando. Predemos a respiração e o conseguimos algumas fotos. Foi o melhor início de viagem com este presente da natureza.

Na sequência, visitas à várias veredas  espalhadas por todo o Parque: “são caracterizadas por uma topografia amena e úmida, mantendo parte da umidade em estratos de solo superficial e garantindo a umidade mesmo em períodos de seca, tornando-se um refúgio da fauna e flora, assim como local de abastecimento hídrico para os animais. Recebem este nome por serem caminho para a fauna”. Uma das paisagens brasileiras mais belas do Brasil. Na apreciação do silêncio desta paisagem, somente o som das folhas dos Buritis ao vento, completado com os cantos das araras e periquitos, além de várias outras espécies, que se  abrigam neste paraíso.
Para completar, passeando por uma estradinha em meio ao Cerrado, a caminho de mais uma vereda, recebemos outro grande presente: pousado em um galho baixo, um Urubu-rei (Sarcoramphus papa). Nunca havíamos visto tão próximo; ficamos observando e fotografando por cerca de 15 minutos, quando conseguimos ver todos os detalhes coloridos de sua cabeça e a brancura esplêndida de suas penas. Podem achar estranho por ser um urubu, mas é um dos pássaros mais impressionantes da nossa fauna.

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Vários passeios podem ser feitos nesta região. Saindo próximo à Vila de São João, uma estrada de mais de três quilômetros leva a conhecer toda paisagem, principalmente quando se chega à parte mais elevada e, subindo em uma torre de observação, vê-se o Parque em vasta extensão. Por do sol em um horizonte muito verde a perder de vista de um lado e as encostas da Serra Geral no lado oposto: de tirar o fôlego.

Com certeza, uma área nobre do Brasil que precisa continuar sendo preservada e visitada muito mais vezes. Somente um ponto preocupante: em uma vista aérea, pode-se notar o avanço da agricultura no topo da Serra, pelo lado da Bahia, podendo-se de-se ouvir o ruído dos motores dos aviões pulverizando as plantações de soja ao longe.

Saindo do Parque, fomos em direção à Cavalcante, na encosta do Parque Nacional dos Veadeiros. Mas aí é outra história…

DATA
De 15 a 20 de fevereiro de 2014

CLIMA
Este ano o clima foi bem atípico, com tempo muito seco em janeiro e início de fevereiro. Começou a chover dias antes de nossa chegada, continuando com chuvas esporádicas nos dias que estivemos por lá. Temperaturas na faixa dos  20 a 35ºC e céu sempre com algumas nuvens.

COORDENADAS
13  38′  52″ S      46  24′ 02″ W
Nas imagens abaixo, uma visão geral saindo de Brasília, indo até Guarani de Goiás; daí por terra, cruza-se o Parque; saindo por São Domingos, por terra, chega-se em Cavalcante, Alto Paraíso e Brasília. Ao todo, partindo de São Paulo, foram 3.260km. Viagem para pelo menos uma semana.

FOTOS
Para ver mais fotos deste passeio acesse as imagens em: PE Terra Ronca

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Publicado por: Foco na Natureza | 19/01/2014

COSTA RICA

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CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Costa Rica nos chamou a atenção quando passamos a ouvir sobre seus parques nacionais, reservas florestais e sobretudo a beleza de seus pássaros. E não nos decepcionou. Um país de pequena extensão conseguiu recuperar e manter a flora original em grande parte de sua área, principalmente nas regiões de grandes altitudes. Florestas tropicais, com variações específicas de seus lugares, apresentam uma vegetação heterogênea, com árvores de grande porte, muitos frutos atraindo bandos de pássaros e flores, chamando a atenção para as orquídeas, principalmente na floresta nebulosa. Pessoas muito bem preparadas para receber o turismo, grande fonte de renda hoje no pais, estão sempre dispostas a informar sempre em inglês e espanhol, atendendo um grande número de turistas principalmente europeus e americanos. Porém, ainda é preciso ter alguns cuidados com relação à segurança, principalmente nas áreas de litoral, onde ainda ocorrem um grande número de roubos. Esta questão nos fez alterar um pouco nosso roteiro inicial, focando mais nas áreas montanhosas, o que não nos decepcionou.

DATA
De 1 a 14 de dezembro de 2013.

CLIMA
Nas regiões mais elevadas a temperatura variou de 10o C à noite a 25oC durante o dia. Já na costa do Pacífico as temperaturas foram muito mais altas, chegando aos 35oC e caindo um pouco a noite para próximo dos 25oC.

COORDENADAS
Situam-se entre as latitudes 8 e 11oN  e longitudes 82o e 85o W

Costa Rica

ROTEIRO

Para definir o roteiro contamos com algumas dicas de nosso amigo Daniel, que já havia estado por lá o ano passado. Complementamos com o mapa da National Geographic e o sempre bom livrinho da Lonely Planet – Costa Rica (ambos conseguidos na Amazon.com); para as acomodações e alguns passeios consultamos o site  TripAdvisor . Assim, segue um resumos dos belos lugares que visitamos. Se precisarem de mais detalhes é só solicitar por e-mail (botacini@uol.com.br).

01/12/13   São Paulo – San José

Chegamos no domingo e como passamos a noite viajando, preferimos descansar para iniciar nosso roteiro de 14 dias em forma. Escolhemos bem uma pequena pousada, a Tacacori Lodge, não muito longe do aeroporto. Já ali começamos a ter uma ideia do que seria o passeio: jardins muito bem cuidados e os pássaros se apresentando, mesmo sendo muito próximo à área mais habitada do pais.

02/12/13  Vulcão Poás

Saindo cedinho da pousada em Alajuela, seguimos em direção ao Parque Nacional Vulcão Poás: através de caminhos muito bem conservados chega-se ao ponto, a 2.700 m de altitude, em que se pode ver a grande cratera deste vulcão ativo. Neste caminho também se tem uma belíssima paisagem ao redor, com a Lagoa Esmeralda fazendo o fim do passeio mostrar que valeu a pena.

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02 e 03/12/13   Vulcão Arenal

Saindo do Poás, seguimos por mais 120km em estradas com muitas curvas e baixando para altitude em torno de 400m, até chegar no Parque Nacional Vulcão Arenal. O interessante é que este vulcão, diferente de todos os outros, tem a forma de cone, como imaginávamos quando criança o que era um vulcão. Por estar ativo, tem aquela fumacinha constante saindo se sua cratera, que está a 1.670m de altitude, e pode ser visto ainda bem de longe. Escolhemos para passar uma noite no hotel Arenal Observatory Lodge, que fica dentro do Parque e bem longe do burburinho, com uma linda vista do vulcão. Na tarde do dia 2, fizemos um passeio com o guia Cristian, que nos levou por uma trilha do parque, onde pudemos conhecer um pouco da história da região e das últimas erupções deste vulcão. Ao anoitecer, conseguimos ver o tão famoso sapinho colorido, Red-eyed tree frog,  um símbolo da Costa Rica.

Na manhã seguinte, também com o Cristian, saímos bem cedo para percorrer algumas trilhas internas da reserva do próprio hotel, onde pudemos ver e fotografar belos pássaros desta região, em baixa altitude.

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03 a 06/12/13 Floresta Nebulosa de Monteverde

Saímos da região do Arenal na parte da manhã, em direção à região de Santa Elena e Monteverde, onde se encontram as florestas nebulosas, a 1.400.m de altitude, na Cordilheira de Tilarán. Este percurso de 120km foram feitos em 4horas; isto porque a primeira parte da estrada é de estrada asfaltada, contornando boa parte do Lago Arenal. Na segunda parte, já começando as áreas mais elevadas, a estrada com muitas curvas e sempre em subida, não é pavimentada. Isto tem uma razão especial: Monteverde, uma pequena vila desta região, foi colonizada pelos Quackers, que tem grande preocupação em preservar esta região. Uma forma de segurar o turismo em massa foi dificultar o acesso, que conseguiram junto ao governo. Realmente, com isso, a região apesar de receber muitos turistas, consegue manter a calma e a sustentabilidade de uma área de rara beleza. É nesta região que os maravilhosos Quetzales nidificam, normalmente em abril, onde dizem, fazem uma enorme “festa de casamento” e ficam bem visíveis, não se importando com a imensa quantidade de observadores ao seu redor.

Bem, lógico que, mesmo tendo vários passeios e muitos pássaros coloridos para fotografar, nossa grande vontade, apesar de saber estar fora da época, era encontrar um Quetzal. Contratamos uma guia excelente, Marcela, que nos acompanhou durante dias manhãs para conhecermos um pouco mais sobre a região e seus pássaros maravilhosos. Na primeira manhã, já instalados no hotel Monteverde Lodge fomos à Reserva Curi-Cancha Reserve; vários pássaros, muitos beija-flores, trilhas de floresta tropical; na segunda manhã, na Reserva Floresta Nebulosa de Monteverde, chegamos bem cedinho para mais uma tentativa de encontrar o pássaro especial, mas estava muito difícil. Após mais de duas horas de caminhadas e várias tentativas em alguns pontos onde ainda haviam seus frutos preferidos, em uma trilha bem quietinha eis que nos aparecem bem na nossa frente um Quetzal macho com toda sua beleza, e bem próximo uma fêmea, não menos colorida. Foi emocionante vê-los tão de perto, no meio da vegetação, pouco se importando com nossa presença. Agradecemos muito à Marcela por todo esforço em nos mostrar esta rara beleza, mesmo sabendo que nesta época do ano seria quase impossível vê-los ainda nesta região. Terminado o passeio, fizemos uma listinha de 35 espécies vistas nestes dois dias. Emocionante!

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06 a 08/01   Costa do Pacífico Central

Nossa meta, saindo das montanhas nebulosas era conhecer alguns parques no Pacífico. Saímos bem cedo das montanhas por uma estrada não pavimentada, descendo de 1.600m para 200m de altitude com belas paisagens. De vários pontos já se avista a costa marinha. No caminho, paramos para conhecer o Parque Nacional Carara. Próximo a este parque é possível ver os imensos crocodilos, que se quiser, podem ser vistos passando pela ponte do Rio Tárcoles. No parque, com o acompanhamento de um guia, em uma duas horas fizemos uma boa trilha, com avistagem da arara vermelha, sapinho colorido, o morcego branco e mais alguns pássaros.

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Seguimos pela costa do Pacífico até a praia Dominical, para conhecer a Hacienda Baru. Segundo informações do guia Lonely Planet, seria um dos melhores pontos para observação de aves do Pacífico, mas talvez por não conseguimos um guia especializado e os dias muito quentes, resolvemos encurtar nosso roteiro nesta região e subir novamente para as montanhas. Interessante neste lugar foi o encontro com os macacos capuchinhos. As praias e os parques nesta região não são grandes atrativos naturais, além de riscos de assalto, mesmo em área de parque, ao longo da praia.

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09 a 14/12/13 San Gerardo de Dota e Parque Nacional Quetzales

Descobrimos este lugar meio por acaso, pois não fazia parte de nosso roteiro inicial. Grande e magnífica surpresa. Subindo a encosta da serra, em 80 km atinge mais de 3.000m de altitude. Dividimos este roteiro em duas etapas: a primeira ficamos na Reserva Dantica: hotel muito aconchegante, a 2.800m de altitude, em meio a montanhas muito verde e floridas. Já do chalé envidraçado e da varanda já era possível fotografar vários pássaros muito coloridos. As trilhas dentro da reserva são muito íngremes, mas uma caminhada muito boa. Vários pássaros e orquídeas floridas pelo caminho. Todas as refeições gourmet completaram os dias agradáveis neste lugar. Em uma manhã bem cedinho saímos com o guia Carlos que nos levou no lugar certo para observarmos mais uma vez os Quetzales. Desta vez vimos um casal ainda jovem, mas também belíssimos.

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Nesta mesma região, mas a 1.100m de altitude, fomos para a Reserva Savegre, descendo 8km pela mesma estradinha, mas com vegetação e pássaros diferentes. Já na chegada do hotel, uma infinidade de beija-flores ficam o dia todo em volta das garrafinhas de água. Da varanda do chalé várias espécies de aves muito coloridas visitam o jardim muito florido e bem cuidado. Fizemos uma das trilhas por mata primária, com as gratas informações do guia Melvin, que nos mostrou fauna e flora muito peculiares da região. O Rio Savegre nasce nestas montanhas e desce rapidamente em várias cascatas e cacheiras até o Pacífico, abastecendo vários poços de trutas, que são feitas nos restaurantes sempre fresquinhas. Imperdíveis!

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Assim finaliza nosso roteiro: passamos direto por San José para hospedagem próximo ao aeroporto. Talvez pelo cansaço da viagem e já com saudades de casa, optamos por não sair por San José, pois a experiência de chegar até o hotel, passando por um trânsito muito carregado por quase quatro horas, não nos animou. De qualquer forma, a Costa Rica é um pais a ser visitado. Todas as pessoas que encontramos, sejam guias, atendentes em hotéis, frentistas de postos de combustível etc., se comunicam em inglês. Nas estradas, percorridos aproximadamente 900km, escolas rurais espalhadas por todo percurso (redução de velocidade em todas as passagens). Vê-se um pais muito pequeno, que sabe proteger seus recursos naturais!

FOTOS
Acesse as imagens: Fotos da Costa Rica

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Publicado por: Foco na Natureza | 05/05/2013

AIURUOCA – VALE DO MATUTU

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LUGAR
Vale do Matutu – Aiuruoca /MG

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
O Vale do Matutu, que significa “cabeceiras sagradas”, está localizado entre o PN de Itatiaia e o PE da Serra do Papagaio, em plena Serra da Mantiqueira, a aproximadamente 17km da cidade de Aiuruoca. Área declarada como reserva da biosfera pela UNESCO, é protegida pela Fundação Matutu. Sua vegetação é típica da Mata Atlântica de altitude, com focos de campos de altitude e rupestres, Matas de Candeia e Mata de Araucária. Um santuário de fauna e flora!
Pelas encostas da Serra do Papagaio pode-se ver de longe as várias cachoeiras cristalinas tingindo de branco a imensa área de vegetação, muito verde e tingida pelas flores azuis e amarelas das quaresmeiras e cambarás, que se espalham por todo lado. Sem contar nos vastos campos de Araucárias ainda preservados.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Passamos três dias em contato direto com toda esta natureza, onde foi possível ouvir somente o barulho das cachoeiras e dos cantos dos pássaros. Todas as noites fomos brindados com a lua decrescendo, indo para a minguante, de uma cor amarelada indescritível no seu nascimento. Ficamos hospedados na Pousada Ananda Matutu, onde ficamos em um chalé distante de qualquer burburinho. Quase nem era preciso sair do chalé, pois ali mesmo já tínhamos uma vista maravilhosa, como a da foto ao amanhecer (no início desta descrição). Dentro da área da pousada fizemos uma pequena trilha que nos levou até a cachoeira Ananda: lugar de muita paz, em meio da mata. Na volta, fomos brindados pelo grande vôo do gavião-pega-macaco, nossa primeira avistagem desta imensa ave.

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Sair mesmo, somente para almoçar no Restaurante da Tia Iraci. Muito simpática e sempre pronta a oferecer o que tem de melhor da boa comida mineira. Para chegar até lá, deixa-se o carro próximo ao Casarão, como é conhecida a sede de visitantes, para entrar no caminho que leva até a comunidade. Um percurso de quase 900m, ente bosques de Araucárias e pequenos riachos, com uma vista para as encostas das serras. Para quem tiver fôlego, existem várias trilhas que levam a cachoeiras e ao topo do Pico do Papagaio. Mas a vista de longe já vale o passeio.

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DATA
Este passeio aconteceu entre 29 de abril e 2 de maio de 2013.

CLIMA
Nesta época, o clima já começa apresentar características de tempo seco e início de frio, com os dias e noites de céu claro. As temperaturas variaram de 12 a 30o C, comum para regiões da Mantiqueira situadas a 1.300m de altitude.

COORDENADAS
Entre as coordenadas S 22o 04’ 00” 24º32’  e W 44o 33’ 00”

LOCALIZAÇÃO
Localiza-se a aproximadamente 380km de São Paulo, chegando-se em Auriuoca; de lá, percorre-se mais 17km por estrada de terra bem conservada e sinalizada, acompanhando a encosta da Serra do Papagaio.

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FOTOS
Acesse as imagens: Aiuruoca – Vale do Matutu

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Publicado por: Foco na Natureza | 20/04/2013

PARQUE ESTADUAL INTERVALES – SP

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LUGAR
Parque Estadual Intervales – SP

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
O Parque Estadual Intervales é um exemplo do que gostaríamos de esperar nas visitas aos vários parques nacionais e estaduais do Brasil: trilhas bem abertas e monitoradas, hospedagem e restaurante (embora bastante simples, uma excelente alternativa para os madrugadores) recepção e guias especializados. Os passeios devem ser agendados com antecedência, pois existe uma limitação para visitas diárias.
Existem vários roteiros, desde caminhadas por trilhas para a observação de pássaros, fauna e flora riquíssimos da Mata Atlântica, também pode-se conhecer cavernas e cachoeiras inseridas em meio a uma vegetação bem protegida.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Somos bons frequentadores deste parque, passando por lá pelo menos uma vez por ano. Nosso primeiro passeio guiado para observação e fotografia de pássaros aconteceu em 2005, quando passamos um final de semana acompanhados pelo guia Sr. Luiz: ficamos impressionados com o dom especial que ele tem em escutar o canto, identificar a espécie (sempre primeiro  com o nome científico), nos mostrar com uma paciência sem fim. Além de tudo isso, uma pessoa que nos encanta desde o primeiro momento, por sua dedicação e amor ao que faz. Faça sol ou chuva, ele está sempre pronto a mostrar tudo que a mata esconde aos olhos dos menos experientes.
Nosso último passeio por lá foi no final de setembro de 2012, um dia chuvoso, com o Sr. Luiz e a Bruna (guia de pássaros do Paraiso Ecolodge). Depois de percorrer uma trilha com vários avistamentos de pássaros, em meio a uma mata sempre muito verde e preservada, encontramos um grupo do maior primata do Brasil: o mono-carvoeiro ou muriqui (Brachyteles arachnoides). Foi nosso primeiro encontro com um grupo, com alguns filhotes presos às mães. Mas no instante que perceberam nossa presença, partiram para lugares mais protegidos. Resultado: sem fotos para marcar esse nosso importante registro. Vai ficar para a próxima…

DATA
Entre setembro e novembro – melhor época para a observação de pássaros.
Nos outros meses convém verificar a previsão do tempo para aproveitar as trilhas para caminhadas pela mata.
Nosso passeio mais recente foi em agosto de 2014.

CLIMA
Por estar situada na em plena Serra do Mar, sofre grande influência da umidade vinda do oceano. No outono e inverno as chances de céu claro e tempo seco são maiores; primavera e verão com dias quentes, úmidos e chuvosos, como é próprio de florestas pluviais.

COORDENADAS
Entre as coordenadas S 24º12’ e 24º32’, e W 48º03’ e 48º32’

LOCALIZAÇÃO
O Parque abrange os municípios de Ribeirão Grande, Guapiara, Iporanga, Sete Barras e Eldorado. A entrada principal do Parque encontra-se a aproximadamente 25km de Ribeirão Grande, por estrada de terra muito bem conservada.

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ROTEIRO
Sem sair do Parque pode-se aproveitar tudo que a Mata Atlântica oferece (veja TRILHAS a seguir).
Uma opção de passeio com boa estrutura de hospedagem e agendamento de passeios pela região é ficar no Paraiso Ecolodge, já descrito aqui em nosso site: Paraiso Ecolodge. Distante somente 5km da portaria do parque, pode-se estender o passeio para um roteiro mais intenso, pois o Intervales faz quase fronteiras com outros parques na região, como: Carlos Botelho, Petar, Parque do Zizo e a região de Itararé. Para isso, reserve alguns dias a mais, pelo menos um dia para cada passeio.

TRILHAS
Dentro do Parque existem várias trilhas, muitas delas podendo percorrer bom trecho de carro, sempre acompanhado pelos guias locais. No site http://www.geografia.fflch.usp.br/mapas/Atlas_Intervales/oparque.html pode-se encontrar todas as referências para conhecer um pouco mais sobre o parque, inclusive os agendamentos, sempre muito importante para um bom passeio.

FOTOS
Acesse as imagens: Intervales 2014,  Parque Estadual Intervales – 2012 e Parque Estadual Intervales

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Publicado por: Foco na Natureza | 20/12/2012

ILHAS FALKLANDS (MALVINAS)

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CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Localizadas a aproximadamente 500km do litoral sul da Argentina está um grande arquipélago, formado por basicamente duas grandes ilhas: East e West Island, separadas por uma passagem de mar chamada de Falkland Sound e cerca de 750 pequenas ilhotas, sendo a maior parte na costa da West Falkland.

De topografia geralmente planas, com algumas áreas e ilhas com relevo mais acentuado, apresenta uma vegetação baixa, com gramas e arbustos rudes que resistem bem aos ventos fortes e constantes.

Em várias ilhas podem ser avistados vários pássaros endêmicos, cinco espécies de pinguins: King, Gentoo, Magallanic, Rockhopper e Macaroni; leões e elefantes marinhos e focas se espelham pelas costas das ilhas; ninhos de albatrozes e petrel; colônias e mais colônias de pinguins. Um espetáculo da natureza.

Hoje com grande preocupação com a preservação da fauna e flora, ainda é pouco visitada, mas com uma riqueza imensa de paisagens e vida marinha.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
A viagem já começa com uma aventura: existem somente dois vôos semanais para as Mont Pleasant Airport: um que parte da Inglaterra e outro que sai de Punta Arenas, no Chile. Fizemos nosso trajeto São Paulo – Santiago – Punta Arenas – Falklands: como o trajeto é bastante longo, uma parada de um dia em Santiago foi nossa escolha, mais garantida para não correr o risco de perder o único vôo.

Chegando em Mont Pleasant Airport, fomos recepcionados pela agência que nos passou os detalhes do nosso roteiro:

Stanley: cidade muito bem cuidada, tipicamente inglesa, com poucas opções de hospedagem e restaurante, porém com um pub bem típico; as pessoas são extremamente amáveis e gentis, falando um inglês pausado e simples que pode-se entender bem, sem grandes dificuldades.

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Em Stanley ficamos somente para hospedagem, pois logo no dia seguinte já partimos para um passeio até Volunteer Point, com um guia nativo, muito simpático que no caminho foi nos contando detalhes da história das Ilhas, principalmente sobre a questão da guerra de 1982 com a Argentina, completando 30 anos, e ainda muito viva nos sentimentos e resquícios ainda visíveis. Em todo trajeto pode-se ver a paisagem indo se alterando, passando de trechos com vegetação baixa e “rios”de pedras prateadas, uma formação bastante interessante. Chegando em Volunteer Point, depara-se com colônias imensas de pinguins: King e Gentoo. São de uma beleza impressionante: os Kings são muito coloridos e e grandes, chegando próximo de um metro de altura; os Gentoos são menores (em torno de 70cm), mas como o nome já diz, tem carinhas de “gentis”. A paisagem com um mar passando de azul turquesa a verde esmeralda, com as atividades dos pinguins por toda praia, faz deste lugar um ponto mágico

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Retornamos a tarde para Stanley, para então no dia seguinte partir para Carcass. O trajeto entre as ilhas é feito por aviões de 6 lugares (FIGAS), operado pelo Governo, que voam a aproximadamente 150m, o que nos permitiu apreciar grande parte das ilhas.

Carcass é uma ilha bem a noroeste do arquipélago, tem um clima mais seco que Stanley (costa leste); também com vegetação rude e baixa, possui uma fazenda de ovelhas que é comandada por um casal, Rob e Lorraine McGill, que abrem sua casa para receber nós curiosos e aventureiros no verão. Muito amáveis, nos recepcionam no “aeroporto” e a caminho da casa-pousada já vai nos mostrando as maravilhas naturais pelo caminho. Muito rica em animais marinhos e pássaro, Carcass foi a ilha que mais nos agradou. Trilhas ao longo da praia nos levou até Leopard Beach, de areia muito branca e mar azul, com muitos pinguins Gentoos e Magallanic passando por todos os lados, entrando e saindo do mar, uma atividade impressionante. Fora a paisagem magnífica.

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Na manhã seguinte, saindo do ancoradouro de Carcass, fomos até West Point Island, também habitada por somente um casal, que fez nossa travessia, onde durante o percurso fomos acompanhados por golfinhos, pinguins, petrel, albatrozes, gaivotas, shags… Nas praias, leões marinhos, várias colônias de pinguins, pássaros de várias espécies fazendo ninhos ou se alimentando por toda parte. Nesta ilha podemos conhecer em Devil’s Nose um imenso ninhal de albatrozes e Pinguins Rockhopper, onde observamos toda luta para defesa de seus ninhos e filhotes contra os Caracaras.Estes são muito espertos, que em um momento de distração, roubou nosso resto do lanche que estava embalado e guardado na redinha de nossa mochila.

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Partido de Carcass, novamente a bordo do FIGAS, seguimos para Sea Lion Island, localizada no extremo sul do arquipélago, é uma ilha muito plana, com vários lagos (pounds) de água doce, coberta por grande área de tussac grass, onde é abrigo de muitos pinguins Magellanic e leões marinhos. Percorrendo uma trilha que corta quase toda extensão da ilha, chega-se a um grande penhasco onde pode-se observar uma grande concentração de pinguins Rockhopper, com seus filhotes, e os Imperial Shags em casais cuidando de sus ninhos. Tudo isso pode ser visto muito de perto, pois por mais que se tente manter afastado, estão sempre chegando muito perto da gente. Bem perto da hospedaria encontram-se várias colônias de pinguins Gentoos e Magellanics que fazem seus ninhos por todos os lados. No final da tarde o espetáculo fica por conta do retorno destes pinguins para levar o alimento para seus filhotes. Caminhando pela praia, ao lado dos elefantes marinhos, focas e aves marinhas, foi possível ver um grupo de Orcas nadando muito próximo da borda.

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De Sea Lion Island, novamente com o FIGAS, ficamos a última noite em Darwin, para no dia seguinte sair para o Aeroporto de Mont Pleasant e finalizar nosso roteiro. Em Darwin o foco é a história que ressalta, pois foi o maior campo de batalha na guerra de 1982. Hoje tem-se a certeza que as belezas da natureza estão superando esta fase na história destas ilhas.

DATA
De 8 a 16 de dezembro de 2012.

CLIMA
Na parte das ilhas mais a leste o clima apresentou-se bastante úmido, sempre com muito vento e temperaturas entre 6 e 14oC; variações muito rápidas entre chuviscos e céu aberto. Nas ilhas a oeste (Carcass e West Point) o clima aparenta ser bem mais seco, com pouca nebulosidade, ainda com ventos mais leves, mas bem agradável.

COORDENADAS
Situam-se entre as latitudes 51oS  e 53oS e longitudes 57o 30′ W e 61o 30′ W

mapa

ROTEIRO
Nosso roteiro foi acertado com a empresa americana Adventure Life – Roteiros. Como existem pouquíssimos locais para hospedagem é muito importante que já estejam com todos lugares agendados antes de se aventurar por lá.

TRILHAS
Em todas as ilhas é possível percorrer vários caminhos sem preocupação. Bastam apenas uma informação básica e os “folders”que são distribuídos nas hospedarias. Pode-se fazer várias caminhadas e combinar para que busquem de carro em algum ponto pré-definido.

FOTOS
Acesse as imagens: Fotos das Ilhas Falklands

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Publicado por: Foco na Natureza | 01/10/2012

SERRA DA CANASTRA–POUSADA FECHO DA SERRA / MG

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LUGAR
Serra da Canastra – Pousada Fecho da Serra – MG

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR

Para  visitar o Parque Nacional da Serra da Canastra a excelente opção ficar hospedado na agradabilíssima Pousada Fecho da Serra. Um bom caminho é chegar bem cedo na portaria do parque entrando pela face norte, percorrendo toda estrada que se estende pela chapada, onde pode ser visitado vários pontos muito bem sinalizados, como a parte alta da cachoeira Casca Dantas e a nascente do Rio São Francisco  (emocionante).
Se optar por ficar mais um dia na parte alta do Parque, existem poucas opções de pousada, o que recomendamos acertar com agencia de Sacramento, como já  publicado em um post anterior ( ver em  PN SERRA DA CANASTRA – MG).
Descendo a serra, passe- se por São Roque de Minas, seguindo em direção a Capitólio e após atravessar a ponte do Rio Turvo, chega-se à posada Fecho da Serra. Aí começam as boas horas de descanso e atrações a parte. Se a opção for somente para ficar nos pés da serra, o caminho para quem esta em São Paulo‚ seguir em direção a Passos e, logo depois de Furnas, poucos metros antes da ponte do Rio Turvo,entra-se a esquerda por um pequeno trecho em terra.
A estrada de terra que leva até a pousada, e além da sua entrada, é um caminho que deve ser percorrido para ver os grandes penhascos de arenito, compondo uma bela paisagem.

COMENTÁRIOS DA VIAGEM

Descobrimos a pousada através de indicações de amigos e foi uma grata surpresa: encontramos uma pousada muito aconchegante e com um diferencial a parte, que além de estar dentro de uma  área de cerrado belíssima, conta com a presença constante do Gerson, dono desta preciosidade. De um entusiasmo contagiante, nos deixa sentir em casa contando suas histórias e apresentando o seu espetacular café da manhã muito mineiro. A mesa posta é de tirar o fôlego (e adeus dieta).
Nosso objetivo nas duas vezes que estivemos por lá  este ano foi a observação de pássaros e uma trilha, muito racial, pela serra da Babilônia. Já na primeira estadia, no final de maio, tivemos a grata satisfação de fazer um passeio de bote e encontrar três raríssimos patos-mergulhão (Mergus octosetaceus) a poucos metros de distância. Sabíamos que existem em torno de 120 indivíduos na região da Canastra, mas jamais poderíamos esperar de encontrá-los ali, bem na nossa frente. Um belo presente da natureza . Também recebemos a grata visita do soldadinho (Antilophia galeata) em uma tarde preguiçosa na varanda do chalé. Conseguimos observá-lo nas duas vezes que estivemos por lá: em maio e em julho. Segundo Gerson, que está  tomando gosto pela observação de pássaros,tem presença constante durante todo ano. Tanto dentro da pousada, como nas imediações, é possível observar dezenas de espécies do cerrado. Além disso, a paisagem no entorno ‚ de tirar o fôlego! Certeza de muitos retornos e lá.

DATA
Maio e Julho de 2.012.

CLIMA
Neste período. durante o dia a temperatura fica próxima de 25oC, com céu muito claro. À noite esfria bastante chegando em torno de 12o .

COORDENADAS
20o 38′ 44″ S   46o 13′ 35″ W

LOCALIZAÇÃO
Localiza-se a sudoeste de Minas Gerais, entre os municípios de Furnas e Capitólio. Limita-se com a parte sul, na parte baixa da Serra da Canastra.

Local Fecho da Serra

ROTEIRO
Existem várias opções de passeios pela região: trilhas radicais para 4×4, passeios pelos cânions, observação da paisagem e de pássaros etc. Vale muito explorar bem a região.
Para mais informações sobre a pousada acesse o site da  Pousada Fecho da Serra.

FOTOS
Acesse as imagens: Serra da Canastra – Pousada Fecho da Serra

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Publicado por: Foco na Natureza | 29/07/2012

PANTANAL NHECOLÂNDIA–BAÍA DAS PEDRAS

Vazante do Castelo

LUGAR

Pousada Baia das Pedras (Vazante do Castelo) – Aquidauana /MS

CARACTERÍSTICAS DO LUGAR
Situada no Pantanal da Nhecolândia no centro do estado do Mato Grosso do Sul, a Pousada Baia das Pedras está em uma das regiões mais belas do Pantanal, na vazante do Castelo. Quando as águas estão baixas, pode-se caminhar ao lado de uma extensa área verde, ainda com alguns pontos de água, onde se concentram uma infinidade de espécies de animais próprios da região. A pousada tem vários lugares onde  podem ser vistos aves e mamíferos em uma quantidade imensa de indivíduos por espécie. Surpreendente!

COMENTÁRIOS DA VIAGEM
Localiza-se a 300km de Campo Grande, com estrada asfaltada até Rio Negro, seguindo por aproximadamente 80km em estrada de terra bem conservada até a entrada para uma estrada pantaneira, percorrendo mais 50km de pura aventuda até chegar na sede da fazenda – pousada. São 50km passando por algumas fazendas, mas já começando a ver as belezas que nos esperam.

Este percurso somente pode ser feito quando as águas estão baixas; assim mesmo, se chover, pode se tornar um caminho bem difícil. Mas existe a alternativa de ir por avião, saindo de Campo Grande, o que vale pelo visual lá de cima.

Em quatro dias foi possível percorrer vários caminhos dentro da extensa fazenda, onde foram observadas aproximadament 140 espécies de pássaros, vários deles com bons registros fotográficos. Durante o dia vimos vários grupos de veados ( campeiro, mateiro e cervo do pantanal), catetos, raposinha e tamanduás. A noite, vários urutaus pousados nos mourões das cercas; curiangos e bacuraus ao longo de todo caminho, com destaque para o bacurau-tesoura, que é um show a parte. Em um fim de tarde foi possível ver a águia-pescadora buscando seu alimento, porém a águia-cinzenta, que faz ninho periodicamente nos arredores da pousada, ainda não havia aparecido.

Percorrer as margens da Vazante do Castelo nos dá a visão e o sentimento do que é estar no Pantanal! Penso que escolhemos a melhor época do ano para apreciar tal beleza, pois a paisagem se fundia entre flores rasteiras, árvores muito verdes, capins nativos e pequnenas bacias de água, onde se concentravam várias espécies de animais. Como será em plena seca? E na cheia? Não dá para imaginar; somente programando nova viagem para estas épocas. Vale muito!

Vazante

DATA
Este passeio aconteceu entre 28 a 4 de maio de 2012.

CLIMA
Surpreendentemente, nesta semana as temperaturas estavam muito baixas, céu azul depois de alguns dias de chuva. Não é normal nesta época do ano, quando as chuvas já deveriam ter parado, dando início ao tempo mais seco. Foi um ano atípico.

COORDENADAS
19o 15′ 27” S  55o 47′ 12”" W

ROTEIRO

Visite o site da Pousada  Baia das Pedras – Vazante do Castelo

TRILHAS
As trilhas são feitas dentro da propriedade com guia – fomos acompanhadas pela Rita e pela Manoela. Existem vários caminhos, mas sem elas não teríamos a oportunidade de ver toda beleza do lugar.

FOTOS
Acesse as imagens:  Fotos do Pantanal Nhecolândia – Baia das Pedras 

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